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| Nea de Castro – “A Fragmentação na Atual Poesia Brasileira” |
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Resumo: A fragmentação é estratégica prioritária na lírica hesitante da atualidade. Na cena brasileira, o código poético, que se afirma em poetas como Cláudia Roquette-Pinto, Rodrigo Garcia Lopes, Arnaldo Antunes e outros, procura recolher as dispersões, lacunas, interstícios, interconexões, que vêm caracterizando a Era das Reciclagens, mesmo num país periférico como Brasil. No horizonte crítico, ainda relativamente impreciso, a poética da hesitação elabora perfis e ritmos para a ausência de fixidez do sentido, em meio às tensões entre globalização e localismos.
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| Antônio Donizeti da Cruz – “A Imaginação Poética e o Projeto Estético de Lília A. Pereira da Silva” |
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Resumo: Este trabalho tem como objetivo apresentar o universo imaginário e o projeto estético de Lília A. Pereira da Silva, que revela um conjunto de imagens recorrentes em sua obra: mulher, espelhos, natureza, carnaval, palhaçoes, entre outras. Lília A. Pereira da Silva nasceu em Itapira (SP). É escritora, poeta, pintora, desenhista e ilustradora de livros. Tem publicado noventa e dois livros nas áreas de poesia, romance, literatura infantil, artes plásticas e didáticos. Como artista plástica e desenhista, ela tem realizado quase 300 mostras. Pretende-se analizar a obra da Autora, com fundamentação na teoria do imaginário, semiótica e mitocrítica. O universo imaginário, na obra de Lília, é espaço aberto no qual a poeta concretiza sua visão da vida e imagem do mundo.
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| Antonio Donizeti Pires – “A Máquina do Poema & a Máquina do Mundo: Primeiro Esboço para uma Poética” |
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Resumo: O presente trabalho objetiva refletir os temas, motivos, mitos, personagens e figuras históricas que migram de uma literatura a outra; ou da literatura erudita para o oral; ou desta para aquelas. O estudo privilegia poesia lírica e vale-se das teorias da literatura comparada e da intertextualidade, da metaliguagem e das artes poéticas - de “escola” ou “pessoa” -, não negligenciando asectos como o conceito de gêneros literários e questões sócio-culturais. Para o momento, refletir-se-á acerca da máquina do poema como emblema da máquina do mundo, conforme plasmada pelos poetas Dante Alighieri, Luís de Camões, Drummond, João Cabral e Haroldo de Campos.
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| Solange Fiuza Cardoso Yokozawa – “Confissões de Aninha e Memória dos Becos” |
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Resumo: Este trabalho propõe examinar aspectos da poesia memorialística de Cora Coralina e mostrar como esses aspectos conectam a poeta com a modernidade literária. A memória é um dos principais núcleos de criação da obra coralineana, seja a pessoal e artisticamente recriada, seja a “coletiva subterrânea”, que a escritora resgata da clandestinidade para inscrevê-la nos autos do passado, reorganizando a história canônica. Ao tecer a sua poesia com os fios do tempo, distante dos centros culturais do país e dona de uma voz individualíssima, a autora encontra a tradição.
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| Angélica Soares – “Marly de Oliveira e Lya Luft: Reconstruindo a Solidão Infantil” |
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Resumo: Numa perspectiva feminista, focalizaremos poemas memorialísticos de Marly de Oliveira e Lya Luft, que recriam situações de medo e solidão experimentadas na infância. Partiremos do entendimento do dinamismo da memória, especialmente no que se refere ao tempo, ao sujeito recordador e à tensão entre as dimensões individual e social. O memorialismo poético será reconhecido como um modo de ficcionalização da tridimensionalidade temporal, de lembranças lacunares e do sujeito como mediador entre o passado e o presente, bem como ser projetado para o futuro. A indivisualização das lembranças constrói-se como uma metonímia, pois cada estória impõe-se como história do sistema educacional coercitivo, mais fortemente imposto à mulher pelo patriarcalismo e or uma concepção essencialista do gênero.
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