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Total de Palavras |
| Chimena Barros da Gama (FAPESP) - Da teoria à prática: várias “formas” de poesia como reinvenção |
4579 |
Resumo: No estudo da poesia, algumas reflexões parecem opostas, quando, na verdade, a crítica pode ganhar se as utiliza de modo adequado ao que o poema pede. Propomos uma breve reflexão acerca das idéias teóricas de Paul Ricoeur sobre a metáfora e uma união destas com análises baseadas em Roman Jakobson. Refletimos, sobretudo, sobre a possibilidade de olhar o poema por todos os lados, não excluindo nenhuma das abordagens apresentadas por esses autores.
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| Diana Junkes Martha Toneto (UNAERP) - "Firma de Poesia": O Projeto Poético de Haroldo de Campos |
4206 |
Resumo: A discussão que aqui se propõe volta-se para o estudo da obra de Haroldo de Campos a partir da perspectiva sincrônica de abordagem da história literária que norteou suas atividades. Nesse sentido, poder-se-ia delinear um projeto haroldiano de poesia, cuja visão de modernidade orienta tanto a ruptura de vanguarda quanto a reinvenção do cânone, invariantes de um trabalho ao qual o poeta incorpora distintas dicções, desde o concretismo dos anos iniciais até os diálogos com textos bíblicos e com a ciência, percebido nos últimos poemas. Essas instâncias, todavia, parecem não significar apenas uma sucessão de fases, mas sim o aprofundamento de um modo de conceber a poesia que tem início na década de 1950 e marca-se pela busca da materialidade poética e pela invenção, ao mesmo tempo que revelam a dívida do poeta para com a tradição literária, sobretudo a brasileira.
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| Norberto Perkoski (UNISC) - O erotismo em Manuel Bandeira: o limite das palavras e a revelação pelo ocultamento |
4592 |
Resumo: Este trabalho aborda a poética erótica de Manuel Bandeira, revelando a predominância de uma escritura transgressora pelo ocultamento. A linguagem tende, por um lado, a amenizar o que dito de outra forma pareceria grosseiro e, por outro, busca atingir a ultrapassagem sígnica para melhor desvelar o êxtase da paixão e a dificuldade de expressá-la, resultando o paradoxo que une excesso e falência. Como Eros apresenta várias faces, Manuel Bandeira não foge a nenhuma delas, focalizando-as através de uma escritura que ora aparece vestida, ora cintila a sua nudez, ora esconde para melhor entrever a força deslocadora que a sensualidade impõe ao humano.
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| Maria Marta dos Santos Silva Nóbrega (UAL-UFCG) - Entre Jacob e Narciso, o desespero e a redenção na poética de Murilo Mendes |
3885 |
Resumo: A partir de poemas de As metamorfoses e A poesia em pânico, o trabalho analisa como a poética de Murilo Mendes atualiza os mitos de Jacob e Narciso quando busca resgatar sua auto-imagem. Os mitos ressurgem como forma de desmascarar e recriar as bases da criação poética muriliana. O trabalho noturno de Jacob em seu combate árduo com Deus até receber o emblema da libertação através do novo nome é revitalizado pelo poeta ao travar uma luta com a palavra buscando-lhe a plenitude do sentido. Na atualização do mito de Narciso, tem-se um ser poético debatendo-se nas tensões simbólicas do texto em procura de imagens de si e do mundo. Assim, mito e modernidade se articulam para que a poesia dê conta da autoconsciência desesperada do autor que busca incessantemente restaurar e redimir a poesia
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| Enivalda Nunes Freitas e Souza (UFU) - O imaginário da morte repousante em Hilda Hilst |
3031 |
Resumo: A crítica do imaginário estuda a hermenêutica dos símbolos, das imagens e dos mitos no processo da criação literária, vendo neles um esforço poético de resgatar o homem de sua temporalidade. Segundo Gilbert Durand, que elaborou a teoria dos regimes Diurno e Noturno das imagens, o regime noturno promove a junção das forças opostas, o que leva à valorização da morte como intimidade e repouso. Neste sentido, determinados símbolos em Hilda Hilst são reveladores dessa postura de domesticação da morte. Neste trabalho, observamos que os “símbolos da intimidade”, como a terra, a casa, o ovo, a barca, são revestidos de uma hierofania que consagra a morte como renascimento.
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| Alamir Aquino Corrêa (UEL) - Meditações da Finitude em Ivan Junqueira |
3534 |
Resumo: O poeta Ivan Junqueira retoma uma tradição de Augusto dos Anjos ao tratar da morte como algo inevitável. O "saber a pêsames" enquanto estética denota a manutenção da elegia pastoral como forma poemática de grave interesse. A contemplação do silêncio mortuário enquanto reflexo de um eu-lírico ensimesmado corporifica a sua humanidade em tempos de desapego e de desprezo. O contexto é aquele de uma ressaca das mortes da Grande Guerra, de um afastamento do holocausto, quando parece esvaziada a noção da morte impensável da vida sem valor; por outro viés, é ele o poeta de uma melancolia exasperada pelo esvaziamento de um futuro inalcansável. A morte, em Ivan Junqueira, é motivo de uma tristeza incompreensível.
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| Maria Marta dos Santos Silva Nóbrega (UFCG) - A Imagem Poética e Fotográfica de Sérgio de Castro Pinto |
2032 |
Resumo: A imagem câmera de Sérgio de Castro Pinto em O Cerco da memória apresenta-se dissonante e anormal quando busca espaços de representação de uma outra realidade. O poeta faz uso de uma linguagem diferente na Retórica modernista e para enfatizar sua atitude, assume o ofício de fotógrafo. Este trabalho objetiva compreender como o poeta se situa no centro da modernidade ao fixar, em sua obra, os postulados da era da técnica. Nessa poética, a máquina é um instrumento frio, metáfora do homem nessa era tecnicista, que na medida em que cresce em consciência própria, vai internalizando o mundo objetivo, mudando-o poeticamente.
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| Nea de Castro (FURG) - O mergulho de Narciso: Os segredos da poesia em Susana Vernieri |
3024 |
Resumo: Na poesia de Susana Vernieri há um "Narciso imprudente" que, muito além da autocontemplação, ousa mergulhar nas imagens fragmentárias do espelho. Nesta comunicação, tomo os reflexos ao modo das "Instantâneas", cenas móveis, fluidas, pelas quais Beatriz Sarlo procura captar nossa contemporaneidade. O corpus do trabalho é constituído por dois livros publicados por Vernieri: Memorabilia (2005) e De(s)amores (2007). Em seu universo, a poesia renasce: "Na morte do poeta se escuta o silêncio. / As teclas e as canetas/ sussurram o segredo/ para os que tiverem a coragem/ De querer ouvir". .
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Textopoetico (ISSN 1808-5385), volume 5, 2008
Está disponível em www.textopoetico.org
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